Em canaleta, a pergunta da NBR 5410 não é “quanto cabe”. É “o que pode entrar aqui”. E a resposta muda conforme a tampa, a perfuração das paredes, a altura de instalação e se a canaleta está no piso, na parede ou no solo.
Ref.: ABNT NBR 5410:2004 — item 6.2.11.4, Tabela 33
Em canaleta sobre parede, em teto ou suspensa, o item 6.2.11.4.1 admite condutores isolados, cabos unipolares e cabos multipolares — mas com uma ressalva importante para o primeiro grupo. Condutor isolado só é admitido em canaleta de paredes não-perfuradas e com tampa que só possa ser removida com auxílio de ferramenta.
A lógica é de proteção contra contato: condutor isolado não tem cobertura, então a própria canaleta precisa fazer o papel de invólucro. Tampa que qualquer pessoa abre com a mão não cumpre esse papel.
A nota do mesmo item abre duas alternativas. Admite-se condutor isolado em canaleta ou perfilado sem tampa, com tampa removível sem ferramenta, ou com paredes perfuradas, desde que o conduto atenda uma destas duas condições: estar em local acessível somente a pessoas advertidas (BA4) ou qualificadas (BA5), ou estar instalado a uma altura mínima de 2,50 m do piso.
Sobre ocupação: a NBR 5410 não estabelece taxa percentual para canaleta. O percentual normativo (53/31/40%) existe só para eletroduto, item 6.2.11.1.6.
Um detalhe que passa em branco em muitos projetos: o item 6.2.11.4.4 classifica as canaletas instaladas no solo, sob o ponto de vista das influências externas AD (presença de água), como AD4. Isso não é uma observação decorativa — é uma classificação que puxa exigências de grau de proteção para tudo o que estiver dentro e nas derivações.
Some a isso o item 6.2.11.4.3, que nessas canaletas admite apenas cabos unipolares ou multipolares, e o quadro fica claro: canaleta no solo não é o mesmo problema de canaleta sobre parede, e tratar as duas igual é erro de projeto.
Para canaleta encaixada no piso (6.2.11.4.5) a regra é outra: aceita condutores isolados, cabos unipolares ou multipolares, mas os condutores isolados só se estiverem contidos em eletroduto.
Como em toda infraestrutura, o tipo de canaleta define o método de instalação na Tabela 33, e o método define a ampacidade do cabo. A diferença entre ventilada e não-ventilada, ou entre embutida no piso e enterrada, é de faixa inteira de método de referência.
O caso mais severo é canaleta não-ventilada enterrada: métodos 61 e 61A, referência D — a mesma dos cabos diretamente enterrados, com correção pela temperatura do solo (referência de 20 °C, não 30 °C). Quem dimensiona esse trecho com fator de temperatura de ar erra na direção perigosa.
O módulo usa o diâmetro externo real dos cabos e verifica a área útil de cada referência do catálogo, indicando a menor canaleta que acomoda o feixe.
O cálculo compara a soma das áreas dos cabos, pelo diâmetro externo real, com a área útil da canaleta. A ferramenta indica a menor referência do catálogo que acomoda o feixe informado.
Condutor isolado só é admitido em canaleta de paredes não-perfuradas e com tampa que só possa ser removida com ferramenta. Fora disso, apenas se a canaleta estiver em local acessível somente a pessoas advertidas (BA4) ou qualificadas (BA5), ou instalada a no mínimo 2,50 m do piso.
Sim. Canaleta instalada no solo admite apenas cabos unipolares ou multipolares e é classificada como AD4 quanto à presença de água. Canaleta encaixada no piso aceita condutor isolado, mas somente se ele estiver contido em eletroduto.
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